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domingo, 11 de janeiro de 2009

Era só isso,

SÓ isso, que me faltava.
Alguma coisa me dizia pra entrar no site da PUC hoje.

Entrei.
E não sei que caminho percorri lá, que me deu uma ótima notícia:




Depois de ter passado o semestre acordando cedo no sábado, nego vem me dizer que eu não passei na prática de formação.

Em aulas em que você não recebe notas, eu tirei zero.

(E, se você clicar na imagem, vai poder apreciar em tamanho federal).


Detalhes tão pequenos de nós dois: na hora em que abri o site, apareceu aquela janela maldita pra avaliar as aulas, os professores, o método, sei lá.
Aí que eu tava de saco cheio e dei todas as respostas excelentes a favor da prática.
Quero fazer de novo.

Já perguntaria uma amiga: "a essa hora?"

Bate na perna duas vezes.
Porque isso é pior do que nego que fuma dentro do ônibus.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Olha,...

...eu não quero ser grossa.
E digo isso por dois motivos.
Primeiro porque vou postar uma crítica mal-humorada que fiz de um filme.
Segundo porque faço isso mais por obrigação. Acho chato ficar muito tempo sem ter nada por aqui. Ultimamente o blog tem andado "somancando". Hã, hã?

Enfim, a crítica é do "Sex and the City" e eu não sou engraçada.
Pode parar de ler por aqui.

Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda desbancaram Indiana Jones nas bilheterias dos Estados Unidos logo na semana de estréia. Mas esse é o máximo que se pode dizer do filme Sex and the City, adaptação do seriado homônimo e de grande sucesso, produzido pela HBO.
A série, que estreou em 1998 e durou 6 anos, é até hoje vista como responsável pela quebra de alguns tabus na televisão e por ser dona de uma forma inovadora de se fazer TV.
Justamente por essa importância, grandes episódios e milhões de fãs pelo mundo, as personagens mereciam mais na grande tela. Mais roteiro.
A história serve como pano de fundo para as quatro amigas, mas gira em torno de Carrie (Sarah Jessica Parker) e seu relacionamento com Mr. Big (Chris Noth), agora num ponto mais distante do que estavam no seriado: às vésperas do casamento. Todo esse enredo é fraco e a impressão que se tem é de estar assistindo a um episódio “looongo”. São mais de 140 minutos, nos quais pouca coisa acontece, mas troca-se muito de roupa. E, para quem está interessado em analisar o figurino, aí está uma boa opção, porque só a protagonista Sarah Jessica usa 80 diferentes modelitos. São, entre todo o elenco, mais de 300.
Parece que o roteiro foi adaptado às roupas.
E, para se ter um bom filme, deve acontecer o contrário.


terça-feira, 27 de maio de 2008

Sobre o português. E não é piada.

Meu professor não gostou muito desse texto. Disse que está muito poético pra ser um artigo. Sendo assim, não vai entrar no jornalzinho. Discordo, mas não discuto. Aqui – para azar de quem lê – ninguém controla o que escrevo. Então vai lendo aí, mano.

É como tirar o mínimo múltiplo comum entre os oito ‘portugueses’. E o resultado é a unificação da língua portuguesa entre 8 países. Quatro deles com o acordo já certo: Brasil, Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

São tantas novas regrinhas, como o desaparecimento de qualquer acento usado para diferenciar palavras. Em “para” e “pára”, por exemplo, ninguém vai saber quando "parar" e quando "dar para". Ou o que for.

O trema sumiu. Mas isso nem é tão importante, afinal não acredito que alguma vez ele tenha tido apelo entre os que fazem uso do bom e belo português.
Por outro lado, o hífen sempre atrapalhou. Ora no plural de substantivos compostos, ora apenas na questão: aonde ele vai mesmo?
E agora esse mesmo ponto fica ainda mais complicado: o hífen some quando o segundo elemento da palavra começa com “r” ou “s”.
Até aí, mais ou menos tudo bem.
Mas começam as exceções: quando o prefixo é terminado em “r”, o hífen se mantém.
E assim vai..

A idéia de trazer um formato da língua para os oito países visa a universalização e até maior facilidade em constituições internacionais. O português, terceira língua mais falada do mundo, sofreu muita influência dos imigrantes, africanos e principalmente dos povos indígenas, construindo, assim, uma identificação brasileira com a língua.
Mais do que trazer o re-aprendizado do português, a mudança unifica aquilo que caracteriza um povo, que traz a identidade, a história e a cultura de uma nação.

Não importa que, durante o passar dos anos, ‘vosmicê’ tenha chegado ao “você” e que hoje escrever apenas um “vc” resolva a situação.
Porque aí é um povo que se adapta, durante décadas, a uma língua, e não uma língua que se adapta, durante meses, a oito povos.

O resultado de tudo isso: um acerto de contas com letras. A unificação daquilo que distingue. E por isso diversifica.

Aliás, não será apenas um problema para pessoas: o Word já está acostumado em acentuar sozinho e o ‘Clips’ adora dar umas dicas. Vai ter que mudar, Clips!

Português por português, preferia que esse texto fosse aquele em que o Manoel vai assaltar o Joaquim, grita “Pare” e Joaquim responde Ímpare.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Café com pão, café com pão..

Nem sei mais se consigo escrever. Se sei escrever. Pode até ser que eu incomode quem lê, tamanha desordem entre meu texto e as palavras. Mas deixei de me importar com isso há um bom tempo. E não quero que seja uma obrigação passar aqui - só porque disse que passaria. Quero que seja porque quero.
O problema é que não tenho assuntos interessantes a dizer, mesmo que queira dizer alguma coisa.
E quando digo dizer, digo escrever. Porque os ouvintes lerão. E assim sempre foi.

Dia desses o José Arbex deu uma palestra na Jornada de Jornalismo da PUC-Campinas - e se você é do interior, como eu, releia essa primeira frase em voz alta. O auditório estava lotado e o editor da Caros Amigos falou muito. E bem. Muito bem. Desde o nascimento da imprensa até o 'caso Isabella'.
Mas uma das coisas que me chamou a atenção - correndo o risco de ser considerada desatenta e superficial - foi uma frase dita em certo contexto que não lembro - porque sou desatenta e superficial: "mesmo um relógio parado está certo duas vezes por dia".

Meu sonho, de verdade, é pegar um tema como esse, uma frase boba, e transformá-la num post interessantíssimo sobre o assunto. Mas acho que todos nós sabemos que isso não vai acontecer. E não preciso enganar ninguém.

De qualquer forma, "mesmo um relógio parado está certo duas vezes por dia".

Essa frase, apesar da banalidade aparente, carrega uma carga sócio-economico-cultural - e, principalmente espiritual - muito forte.
Até porque não é a primeira frase-pensamento relacionada a um relógio: 'nem relógio trabalha de graça', por exemplo, é outra sentença muito utilizada.

E se, com afinco, pararmos para pensar, podemos ligá-las. Um relógio pode estar parado porque não quis trabalhar de graça, deixou de receber, pediu demissão ou mesmo foi dispensado.
Sendo assim, no fundo da gaveta, em cima da cômoda ou até na parede o tic-tac pode cessar. E vai. Mas jamais sumirá o compromisso do aparelho com a hora certa.

Vai depender da hora em que você olhar pra ele, parado, pra saber que horas são. E aí a culpa vai ser sua, que não teve sorte e competência suficientes para olhá-lo na hora certa.
Porque..ah, o relógio? Vai culpar o relógio?
Ele sempre marca a hora.
Agora, você?
Você quase nunca olha.

E aí percebemos como a Terra gira em função do relógio e não vice-versa. Porque se vice-versarmos já não vai ter graça, será óbvio e o texto perderá a razão - que, pudera, nunca existiu mesmo.

Só concluo pensando em como é fácil fazer com que a culpa caia sobre o ser humano. Sempre.

Falando nisso..Já reparou o tempo que você perdeu lendo esse texto?

Texto esse que, aliás, não tem relação alguma com o título.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Cultura, arte e conteúdo segundo o panteão

Post relâmpago só pra não recuperar fama de vagal!
Comento aqui (por cima, rapidamente e sem revisar) três fatos, de certa forma relacionados, que me incomodaram ultimamente.

1 - Segundo consta na Folha de 3a feira 19/06, a minissérie "A Pedra do Reino", baseada na obra do maravilhoso Ariano Suassuna, que misteriosamente foi aprovada na grade global, desapontou os graúdos por render "apenas" 11 pontos de audiência em média. Que fique claro que cada ponto representa 55 mil domicílios APENAS na cidade de São Paulo.

Ou seja, somente 605 mil RESIDÊNCIAS em UMA cidade do país estariam sintonizadas no programa e isso é motivo de choro para os Marinho. É a lógica da indústria cultural: não vale só ter lucro, este deve subir como um foguete!

Mas o que realmente entristece é a declaração de J.B. de Oliveira, vulgo Boninho, sobre o caso. Responsável por marcos culturais, como o Big Brother Brasil, o diretor dispara, com o crédito que lhe é devido: "A arte deveria ter seu espaço numa TV educativa ou cabo, nunca na TV aberta de massa. Produto de arte precisa de uma boa moldura, de um canal específico, de uma linha direta com quem está disposto a observá-la".
Traduzo com minhas palavras: povão não tem cultura. Povão não quer cultura. Quer Alemão roçando com lemoa. Quer cultura? Paga cabo ou satélite (que se tiver sorte acha alguma coisa).

Tem que pense diferente Mr. Boninho.

2 - Morreu ontem o poeta carioca Bruno Tolentino e, como costuma acontecer com os mortos, voltou a viver na mídia.

Conheço pouco do trabalho do poeta e não estou aqui para julgar sua obra. Mas uma declaração do autor, que sempre teve fama de polêmico, dá coceira na língua. Explicando porque se irritou ao saber que, no colégio, apresentavam ao seu filho mais novo a obra de grandes nomes da música popular, como Caetano Veloso, lado a lado com os grandes escritores de nossa história, soltou a seguinte: "É preciso botar os pingos nos is. Cada macaco no seu galho, e o galho de Caetano é o showbiz. Por mais poético que seja, é entretenimento. E entretenimento não é cultura."

Entretenimento não é cultura? Música não é cultura? Literatura não é entretenimento? Que lástima....


3 - A Pontifícia Universidade Católica de Campinas oferece gratuitamente, contanto que se tenha pago previamente cerca de oito centenas de rais mensais, a possibilidade de imprimir a estrondosa soma de 250 cópias SEMESTRAIS (sim semestrais).

O número equivale a cerca de metade de UM livro didático que foi utilizado em UMA matéria de UMA turma do curso de jornalismo. E para completar a alegria, o conteúdo impresso deve ser autorizado por um grupo (aparentemente formado por pós-graduandos em MSN) que avaliarão se o material é ou não suficientemente relevante para ser impresso. Nossos censores particulares.

O que é "didático" para um graduando em jornalismo? Sejamos sinceros, um jornalista não é especialista em nada. Dentistas são especialistas em dentes, pedreiros em construção, advogados em leis. E jornalistas? Que ninguém diga que jornalistas sabem de JORNAL. Um jornal não é nada por si só. É um amontoado de informações sobre temas diversos que devem ser, no mínimo parcialmente, conhecidos pelo grupo que compõe o jornal. E, para isso, QUALQUER informação é relevante. Deveriamos, em tese, saber o básico sobre tudo ( o que é obviamente impossível) mas a instituição não permite ao menos que tentemos.

Com o que devemos gastar nossa astronômica cota de impressão (vulgo: biblioteca em potencial)? Quem sabe com o currículo Lattes de nosso idolatrado corpo docente. Mas então, o que fariamos com as outras 249 folhas?

Dica de hoje: o livro Dentes Guardados, de Daniel Galera, que pode ser baixado gratuitamente (e com o consentimento do autor) no site http://www.ranchocarne.org/. A obra, com muito esforço e algumas mentiras, tem pelo menos uma cópia feita por mim no laboratório da Puc-Campinas.


* Rodrigo Levy gosta de ouvir, ver, imprimir e ler cultura. Mas tá tão dificil...