Ironicamente, depois do último post - onde comentei quão ativo seria o mês de julho - nenhuma viva alma passa por aqui.
Nesse momento, enquanto tiro o pó e as teias de aranha do ambiente, aproveito para indicar, em poucas linhas, um filme a que assisti ontem: “Saneamento Básico”.

A história é sobre uma pequena comunidade no Rio Grande do Sul que sofre com problemas de esgoto. Para tentar reverter a situação, Marina (Fernanda Torres) descobre que há a possibilidade de se fazer um vídeo para o qual a prefeitura tem verba disponível. Com seu marido Joaquim (Wagner Moura), a irmã Silene (Camila Pitanga), o cunhado Fabrício (Bruno Garcia) e seu pai Otaviano (Paulo José), Marina começa a trabalhar na produção do curta de 10 minutos que pode melhorar a condição de vida dos habitantes da Linha Cristal.
Confesso que não sou das maiores fãs do Jorge Furtado, mas se a Fernanda Torres for dirigida por qualquer um que estiver na rua e a convide para fazer um filme, eu vejo!
É bobagem, porém, dizer isso depois de assistir à seqüência em que os personagens assistem ao filme que fizeram e a atriz provoca risos incondicionais seguidos de uma emoção instantânea. Em meio à gargalhadas e angústia, mais uma vez Fernanda entretém como ninguém. Arrisco até a dizer que ri mais com sua personagem em ‘Saneamento Básico’ do que em ‘Os Normais’, mesmo sendo uma difícil disputa.
Além dela, Camila Pitanga mostra-se talentosa para comédia em cenas hilárias. Wagner Moura, Bruno Garcia e Paulo José dispensam comentários.
Com momentos emotivos, críticos e engraçados, o filme serve até como aula para se fazer cinema e, principalmente, questiona: cuidar da saúde OU cuidar da cultura do País? Cuidar da saúde E da cultura?
A(s) pergunta(s) cai(em) bem para o Brasil. No filme, pelo menos, cultura e saúde são contempladas. Já é um começo...
[Pela atenção, muito obrigado...da! ObrigadA porque concorda com o gênero.(Essa é pra quem viu!)]