domingo, 10 de agosto de 2008

Viva, viva...

Sábado, dia 9, mais conhecido como ontem. Chovia um pouco, mas saí de casa. Choveu muito enquanto estava na rua. E choveu nada quando cheguei em casa. Como de praxe.

O lugar onde estava enquanto chovia é o que merece comentários. Bar Sociedade Alternativa.
Sentei com uns amigos, bebi e comi.
Os lanches, aliás, são interessantes. Todos com nomes de pessoa. Por coincidência, as meninas da mesa pediram lanches masculinos e os meninos pediram femininos. Não lembro todos, mas lembro do Ivan Lopes, do Eduardo e da Taís. Todos muito bons, diga-se de passagem.

Um dos lanches, por sinal, se chamava Paulo Planta. Coincidência ou não, é o nome de um jornalista que conheci enquanto fiz estágio no jornal. E não pedi o Paulo Planta. Achei estranha a sensação de comer um lanche com um nome conhecido. Os que comi, excelentes.

Tem Marina também! É um pão com presunto e queijo.
Manjericão e algo mais que esqueço, para não dizer que é só um tostex.

O bar tem discos de vinil pela parede e performances diferentes, como a apresentação da noite de ontem, com atrizes e um ator, que declamaram poesias, cantaram, dançaram...
É pena que não deu para vermos na íntegra, porque bem na hora da apresentação, o céu caiu e tivemos de sair.

De qualquer forma, importa aqui a dica do bar. Sociedade Alternativa fica na rua Sampaio Ferraz, número 447, no Cambuí, em Campinas.
Desejo noites estreladas para quem for. É sempre melhor. Pra qualquer lugar, aliás.

sábado, 9 de agosto de 2008

Conflitos internos e externos

Pois não é que no primeiro dia após minha promessa em que deveria ter postado eu me esqueci... Pensei em inventar uma descula, dizer que o Seedy me deixou na mão ( o que é tão comum que nem eu ia duvidar de minha mentira), que meu Ipod pegou vírus e precisei levar para uma cirurgia... enfim, pensei em escapar pela porta dos fundos porque no último post de Marina Aranha, a autora fugiu de seu costumaz profissionalismo e me ACUSOU de fazer promessas em seu nome, ficando assim muito chato pro meu lado ficar sem escrever no meu primeiro dia pós-compromisso... Mas esclareço três coisas:

1- Esqueci mesmo. Tive muito tempo para escrever e mesmo assim não o fiz.

2-
Dona Aranha, apenas prometi com o nome Soma porque um professor de voz rouca e grave do curso de jornalismo me revelou: o pronome pessoal eu não deve ser utilizado no jornalismo. O motivo: é muito piegas. Eu concordo. Eu nunca diria eu em um veículo sério como o soma, já que eu sou também sério e eu não tenho a menor intenção de ser piegas. Eu espero que eu tenha deixado este ponto bem claro e quero frizar que a promessa foi feita em meu nome e cabe somente a mim não cumpri-la.

3- Não é fácil criar o hábito e disciplina para a construção de um texto a cada dois dias, mas o mais difícil é achar um bom tema, boas fontes e uma boa costura. Juntar os dois pontos então... Muito longe de minha capacidade.

Agora vamos à atualidade

CHINA
A abertura dos jogos olímpicos foi um espetáculo. Este que vos escreve só teve a oportunidade de ver um pequeno pedaço de uma reprise e alguns trechos que foram reproduzidos em looping por emissoras que não se permitem perder uma gota do suco. Do que vi, o que mais me espantou foram os blocos humanos. Cerca de 800 chinesinhos sem contato com os parceiros tinham que cronometrar os movimentos ensaiados por 10 meses pois não viam o que os outros (nem mesmo o que eles próprios) estavam fazendo. E nesta cegueira reproduziram a grande muralham, caracteres chineses e até as ondas formadas por gotas na água. Já dizia Guy Debord em A Sociedade do Espetáculo " Toda a vida das sociedades em que dominam as condições modernas de produção aparece como uma imensa acumulação de espetáculos"
Mas o mais esperado foi mesmo a queima de fogos. Os chineses são famosos por abrir fogo. Pelo menos desta vez não cobraram o preço dos rojões dos familiares dos que estavam presente. Este é outro costume chinês.

Na mídia

A Folha de S. Paulo abre a edição de hoje com uma foto da cerimônia de abertura, ocupando mais de dois terços da primeira página. Embaixo da foto avermelhada, a manchete: Russos invadem Geórgia após ataque a separatistas. O Estadão deu destaque igual à festa em Beijing, mas abriu com a matéria sobre o conflito.

CÁUCASO

Entenda o conflito Geórgia - Ossétia do Sul – Rússia





















Contexto: a continuação da guerra fria

A Ossétia do Sul, estopim do conflito, fia na região do Cáucaso do Sul (centro-sul da Eurásia) e declarou independência da Geórgia em 28 de novembro de 1991, após o colapso da União Soviética, mas não obteve reconhecimento de nenhum país. Com idioma, cultura e raízes étnicas diferentes da Geórgia, os ossetianos do sul querem se juntar à Ossétia do Norte, república autônoma da federação russa, o que não é aceito pelos georgianos, que representam menos de um terço da população de 70 mil habitantes (quase 90% com cidadania russa) da Ossétia do Sul.

A Geórgia tem o apoio dos EUA e, um gasoduto ligando a Rússia à Europa, o que faz do conflito uma herança da Guerra Fria trazendo a tona o que está realmente em jogo: a disputa de controle do Cáucaso entre Moscou e Washington.

Atual conflito

2004 – Eleito como presidente da Geórgia Mikheil Saakashvili, que declara a possibilidade de dialogar e conceder autonomia à Ossétia do Sul, contanto que a região continuasse como integrante do Estado da Geórgia.

2007 – Ossétia organiza referendo extra-oficial e as autoridades locais declaram que a esmagadora maioria rejeita a união com a Geórgia.

2008 – Abril :A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) declara admitir a possibilidade de incluir a Geórgia como membro da aliança militar. A Rússia, que não aceita a influência da Otan na região, se irrita e reforça laços com a Ossétia do Sul.

Julho: Governo russo admite a invasão do espaço aéreo georgiano, na região da Ossétia do Sul

Agosto: Geórgia ataca a Ossétia do Sul, buscando reunificar a região e Rússia responde ao ataque. Segundo Vladmir Putin, premiê russo, “a guerra já começou”.

FONTE: BBC / WIKIPEDIA/ FOLHA DE S. PAULO

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

A nova lei

Hoje me comprometi a postar. Não sei bem como vai funcionar essa promessa onde um promete em nome do outro e o outro fica sabendo através de uma intimação do outro. Espero que funcione da minha parte. E hoje vai a primeira tentativa. É nós.
Não tenho assunto, no entanto, relevante, para que gastem seus preciosos tempos comigo. Apenas comentarei.

Sobre o enredo do novo filme do Eddie Murphy, o G1 publicou:

"No longa, Murphy é o pequenino capitão da nave espacial que tem a missão de resolver a crise de energia em seu planeta de origem. A tripulação deve achar um objeto parecido com uma bola de beisebol que caiu por engano na casa de uma família nova-iorquina e jogá-lo no mar. A questão é que a bola vai drenar os mares e, além de acabar com o problema de abastecimento deles, destrói a vida na Terra. Uma questão que o capitão, após se acostumar com o nosso jeito de viver, vai ter que decidir. Mas o roteiro não é importante. A trama é só uma desculpa para Eddie Murphy se mostrar. E ele aparece em dose dupla."

Alguém diga ao Eddie Murphy, pelo amor de Deus, que não vale mais a pena fazer filmes assim?
Me lembro do meu pai voltando feliz da locadora com "Pluto Nash" na mão, dizendo que alugou porque achava que ia ser engraçado. A família toda sentou para ver o começo. Mas nem meu pai ficou para o final.

Filmes ruins com humor sem graça. Nesse caso, essa é a lei de Murphy.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Pra ilustrar o soma



















Este blog está precisando de imagens.

Cyanide And Happines é uma versão venenosa do Cândido de Voltaire. Talvez com a mesma visão do bom francês, mas de forma mais escancarada. Não chega ao nível do original... mas tenta e (na minha opinião, muito afeita ao nonsense) tenta bem.

Cyanide And Happiness versão traduzida.

http://www.explosm.net/comics/1364/ aqui o link pro original.

A partir de hoje o soma tem posts diários. Alguns comentarão fatos do dia, alguns serão um ctrl c basicão e alguns manterão o esquema de sempre. Queremos mais leitores e mais confiança dos que já nos acompanham. E fama... muita fama.......... Alguém acredita?

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Vergonha, quadrinhos e vergonha nos quadrinhos

Nem vou comentar a vergonha que senti ao vir somar um nada alguns meses depois de minha última passagem por estas virtualidades e me deparar com semanas de belos posts da profunda (pra quem, ao contrário deste que se envergonha, acompanhou as divagações da garota Soma) e profissional Marina Aranha. Mas já comentei. Passemos então para a adição de minha soma quase subtrativa de tão pequenina e fracolina.
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A nona arte não é conhecida por histórias em quadrinhos sem razão. São histórias contadas em quadros pequenos que, como as pinturas do MOMA ou do Louvre, entre outros bastiões da fina arte mundial (cof cof), vão de péssimos a obras primas. E já há tempos o lado mais positivo das HQs tem conquistado o respeitável público. A biografia em quadrinhos Maus, de Art Spiegelman, que retrata a experiência do pai do autor, um judeu polonês, tendo que sobreviver ao holocausto, ganhou um prêmio Pulitzer especial, já que este tipo de premiação é sério demais para contar com uma categoria que englobe uma forma de expressão tão... cômica, valendo-se de uma tradução livre do inglês. O que dá prazer não é levado a sério, não rende cadeiras na ABL, para a sorte de alguns lobos e coelhos (seria assim a expressão?).

Temos outros milhares de exemplos de excelentes quadrinhistas como Quino com sua filosófica Mafalda, Joe Sacco com um Oriente Médio muito mais vivo e verdadeiro do que o dos jornais, Will Eisner que virou nome de prêmio do segmento. Por terras tupiniquins, temos Laerte, Marcatti, Lourenço Mutarelli etc etc etc.......
E, algumas semanas atrás, dois gêmeos brasileiros na estrada há um bom tempo e um estreiante gaúcho que acaba de lançar sua primeira HQ individual ganharam o prêmio Eisner (do Will citado acima) pela primeira vez na história dos quadrinhistas do Brasil. Trata-se dos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon (que ganharam 3 prêmios no total) e de Rafael Grampá. Mas o curioso não é só o ineditismo da premiação para brasileiros. Nem o baque de a primeira ver ser uma trinca. O que é realmente curioso é que todos estes prêmios foram para obras lançadas em inglês lá na terra de Obama.

Pra variar, tiveram que começar longe pra chegar perto da gente. Pra falar a verdade, provavelmente continuarão desconhecidos por aqui enquanto não desenharem mangás ou Turma da Mônica Jovem (vocês viram?).

Termino dando uma dica de quadrinhos também gringos e gratuitos pela WWW. Se você se vira nos 30 com o inglês vá CORRENDO dar uma olhada na ótima série Next-Door Neighbor da revista virtual SMITH, que merece ser percorrido de cabo a rabo por sinal. A série conta com história de Harvey Peakar, que criou o incrível American Splendor, fonte do filme homônimo (Anti-Herói Americano por aqui).
Alguém chegou até aqui? Se chegou, é possível que se lembre de eu ter dito que o post seria pequenino. Não é que eu seja mentiroso, sou incapaz de escrever (ou falar pouco), o que é uma pena. Como diria alguém muito mais sábio que eu: "Desculpe a longa carta, escreveria outra, menor, se tivesse mais tempo."

ps: agora o Soma tem pelo menos um leitor internacional... este post é em sua homenagem, JP.


sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Volta às aulas

No colegial, eu tinha um professor incrível chamado Tarcísio. Ele tinha as melhores histórias. Era um senhor, já. E tinha vivido as histórias. Aliás, queria saber onde ele está agora.
Mas não sei porque me lembrei de uma coisa que aconteceu no primeiro ano.

Não lembro, na verdade, qual assunto corria na classe. Eu não estava prestando muita atenção. A idéia, pelo que vagamente recordo, é que a gente não pode aprender certas coisas, mesmo que entendamos e estudemos o processo, por causa da biologia.

- Por exemplo...filha - me perguntou o Tarcísio - se você estudar e praticar, você vai conseguir voar?
- Se eu estudar e praticar? Vou, ué.

Eu não sei porque respondi que sim. Até hoje não sei. Tanto que ainda me lembro, como se ele estivesse aqui, agora, me perguntando.
E não foi da boca pra fora. Parei pra pensar: como não, se eu ficar treinando?
Acho que foi a pergunta mais óbvia que me fizeram na vida. E eu consegui errar.

Talvez seja porque segunda voltam as aulas e devo estar fazendo um balanço subconsciente de todas as burradas que já fiz em classe pra, talvez, perceber que pior do que já foi um dia, dificilmente será.

E se for, ué, saio voando da classe.

Mas, Tarcísio, se algum dia ler isso, me pergunte de novo. Agora já sei o que responder.
Eu acho.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Poema

Escrevi esse poema há um tempo. Mas tamanha beleza, graciosidade e genialidade, me fizeram protelar um pouco a publicação. Chegou uma hora que não deu mais. Todo mundo pedia.
Escrevo, então.


Profuundo

Deu no que deu, deu no que desse.
E vai descendo.
E sobe.
E vai subindo.
Pra, no fim, não sair do lugar.


[O título do poema para quem não pegou - e não critico, pois é, de fato, muito peculiar -, passado ao inglês, seria "Deep" - profundo. E, se reparar bem, as primeiras letras de cada estrofe, se colocadas de forma horizontal e linear, formam "Deeep", ou seja, do inglês ao português, "Profuundo".]

Que dó.

domingo, 27 de julho de 2008

Maitê

Muita gente diz que ela é campineira. Mas não. Nasceu em São Paulo e passou a infância aqui, até ir estudar na França e viajar pelo mundo. O que deve ter sido chato.

Há uma semana, mais ou menos, ela veio pra Campinas falar sobre seu novo livro, "Uma vida inventada", em uma livraria da cidade.
Não pude ir, por um bom motivo. Mas queria.

Hoje, na Revista Metrópole, do Correio Popular, há uma entrevista com ela. Maitê Proença.
Sobre o livro, ela diz:
"Quero que as histórias contadas ali interessem as pessoas. Mais do que isso, gostaria que as tocassem de um jeito diferente. Fato por fato, melhor ler o jornal..."

Como aspirante a jornalista, acho excelente que se leiam jornal mesmo.

Por sinal, quem não tem a Metrópole, pode ler a entrevista na íntegra aqui.