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terça-feira, 17 de junho de 2008

Resposta êêê...



Uma palavra - a circulada - fala mais do que quaisquer outras mil.

Portanto, não vou dizer nada a respeito.
Só que encontrei essa preciosidade no caderninho de CFC do meu irmão.
Evidentemente, ela não estava em destaque, assim.
O efeito, eu que fiz. No "Paint" mesmo.

Aliás, se você pensar bem, a alternativa inteira é uma piada. Quando se junta a resposta com a pergunta, fica mais ou menos assim: "Ao perceber que será ultrapassado, o condutor deve não deixar que seje ultrapassado".
E mesmo se trocar o "seje" pelo "seja", continua meio sem alma. E ainda repete o "ultrapassado".

Mas, para quem está com dúvidas, a alternativa certa é a E.
Certa de acordo com as leis de trânsito e do português.

Turum turum pá.
Risos.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Sobre o português. E não é piada.

Meu professor não gostou muito desse texto. Disse que está muito poético pra ser um artigo. Sendo assim, não vai entrar no jornalzinho. Discordo, mas não discuto. Aqui – para azar de quem lê – ninguém controla o que escrevo. Então vai lendo aí, mano.

É como tirar o mínimo múltiplo comum entre os oito ‘portugueses’. E o resultado é a unificação da língua portuguesa entre 8 países. Quatro deles com o acordo já certo: Brasil, Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

São tantas novas regrinhas, como o desaparecimento de qualquer acento usado para diferenciar palavras. Em “para” e “pára”, por exemplo, ninguém vai saber quando "parar" e quando "dar para". Ou o que for.

O trema sumiu. Mas isso nem é tão importante, afinal não acredito que alguma vez ele tenha tido apelo entre os que fazem uso do bom e belo português.
Por outro lado, o hífen sempre atrapalhou. Ora no plural de substantivos compostos, ora apenas na questão: aonde ele vai mesmo?
E agora esse mesmo ponto fica ainda mais complicado: o hífen some quando o segundo elemento da palavra começa com “r” ou “s”.
Até aí, mais ou menos tudo bem.
Mas começam as exceções: quando o prefixo é terminado em “r”, o hífen se mantém.
E assim vai..

A idéia de trazer um formato da língua para os oito países visa a universalização e até maior facilidade em constituições internacionais. O português, terceira língua mais falada do mundo, sofreu muita influência dos imigrantes, africanos e principalmente dos povos indígenas, construindo, assim, uma identificação brasileira com a língua.
Mais do que trazer o re-aprendizado do português, a mudança unifica aquilo que caracteriza um povo, que traz a identidade, a história e a cultura de uma nação.

Não importa que, durante o passar dos anos, ‘vosmicê’ tenha chegado ao “você” e que hoje escrever apenas um “vc” resolva a situação.
Porque aí é um povo que se adapta, durante décadas, a uma língua, e não uma língua que se adapta, durante meses, a oito povos.

O resultado de tudo isso: um acerto de contas com letras. A unificação daquilo que distingue. E por isso diversifica.

Aliás, não será apenas um problema para pessoas: o Word já está acostumado em acentuar sozinho e o ‘Clips’ adora dar umas dicas. Vai ter que mudar, Clips!

Português por português, preferia que esse texto fosse aquele em que o Manoel vai assaltar o Joaquim, grita “Pare” e Joaquim responde Ímpare.