Em qualquer lugar.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Nesta semana
Quem tiver afim, cola lá na livraria, às 19 horas, no dia 10. Deve ser bacana. O resto da programação de setembro da Saraiva está bem aqui.
escrito por marina aranha em 12:30 1 somando
categorias: campinas, cultura, filosofia, livro, Márcia Tiburi, Saraiva, variedades
sábado, 23 de agosto de 2008
Sobre shows em Campinas
Ou, pelo menos, os que tenho frequentado.

O celular, aliás, derrubei no chão depois de tirar essa foto. Mas peguei, ele tá aqui comigo, tá tudo bem.
escrito por marina aranha em 09:25 5 somando
categorias: adriana calcanhotto, ana cañas, campinas, cultura, excalibur, livraria cultura, maria rita, pocket show, sesc, show
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
A nova lei
Não tenho assunto, no entanto, relevante, para que gastem seus preciosos tempos comigo. Apenas comentarei.
Sobre o enredo do novo filme do Eddie Murphy, o G1 publicou:
"No longa, Murphy é o pequenino capitão da nave espacial que tem a missão de resolver a crise de energia em seu planeta de origem. A tripulação deve achar um objeto parecido com uma bola de beisebol que caiu por engano na casa de uma família nova-iorquina e jogá-lo no mar. A questão é que a bola vai drenar os mares e, além de acabar com o problema de abastecimento deles, destrói a vida na Terra. Uma questão que o capitão, após se acostumar com o nosso jeito de viver, vai ter que decidir. Mas o roteiro não é importante. A trama é só uma desculpa para Eddie Murphy se mostrar. E ele aparece em dose dupla."
Alguém diga ao Eddie Murphy, pelo amor de Deus, que não vale mais a pena fazer filmes assim?
Me lembro do meu pai voltando feliz da locadora com "Pluto Nash" na mão, dizendo que alugou porque achava que ia ser engraçado. A família toda sentou para ver o começo. Mas nem meu pai ficou para o final.
Filmes ruins com humor sem graça. Nesse caso, essa é a lei de Murphy.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Lançamento
Lourenço Mutarelli, o autor do "Cheiro do Ralo", lançou em São Paulo, nesta quarta, seu novo livro: "A arte de produzir efeito sem causa".
Não li, mas sei da história: "Depois de largar o emprego e a mulher por motivos que guardam uma infeliz coincidência, Júnior pede abrigo na casa do pai. Sem dinheiro nem perspectivas, seus dias se dividem entre o velho sofá da sala transformado em cama, o bar onde bebe com desocupados e as conversas com a jovem e atraente inquilina do pai, Bruna, que ambos espiam através de um furo no armário. A pasmaceira só é interrompida quando começam a chegar pelo correio pacotes anônimos com recortes de notícias velhas — uma delas sobre o episódio em que o escritor William Burroughs matou a mulher acidentalmente.".
Além de tudo, estou com preguiça. A resenha acima é apenas uma parte copiada do todo, que encontrei aqui.
escrito por marina aranha em 06:44 1 somando
categorias: cultura, literatura
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Três não é demais
Saio em retiro espiritual hoje, para um lugar não tão Campinas, que já não é tão São Paulo. Mas deixo uma sugestão para os que ficam.
Na última sexta-feira, dia 11, fui assistir pela terceira vez à peça Confissões das Mulheres de 30, no Teatro Tim. Essa temporada, que vai até o dia 27, é a segunda desse ano em Campinas, já que a estréia nacional da peça foi aqui mesmo na cidade, em maio.
O elenco é formado por três das quatro atrizes da série "Mothern", do canal pago GNT. Juliana Araripe, Camila Raffanti e Melissa Vettore apresentam as angústias, dúvidas e paixões das mulheres de 30 anos com muito humor. E a quarta atriz da série, Fernanda D'umbra, também faz parte do espetáculo, assinando a direção.

E esse post serve não apenas para sugerir a peça como um bom programa para as férias, mas também para justificar meu uso do "legal". Tá explicado?
Enfim, devo dizer que nas três vezes em que fui, vi coisas diferentes. Nessa última, então, muitas cenas novas. Os ingressos valeram!
E, ainda quanto à peça:
Confissões das Mulheres de 30, no Teatro Tim
quarta-feira, 18 de junho de 2008
É só uma observação
Pra dizer que encontrei essa promoção na internet.
"Kit Bruna Surfistinha".
Só pra deixar claro: são livros.
Juro por Deus.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Tatu do mundo louco
Genial.
Vou dar o crédito devido: a frase é da jornalista Ana Maria Bahiana e é título de um texto dela mesma, exposto no SESC Pompéia, em São Paulo.
O texto faz parte da mostra sobre contracultura, que está lá até o dia 22 de junho.
Recomendo mil vezes.
Mas você pode ir uma só.
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
"A Graça da Vida"
Seria uma piada bem triste e previsível dizer que foi uma 'graça'. Mas foi! E melhor do que dizer isso, é destacar algumas partes..
terça-feira, 3 de julho de 2007
Sábia Vani
Nessa lista, não só a tradução brasileira para o título passa vergonha, como a sua presença cinematográfica: apenas 4, entre os 1000 títulos são do País.
“Pixote - a lei do mais fraco”, de 1981, dirigido por Hector Babendo é o primeiro a aparecer. Em seguida, “O beijo da mulher aranha”, de 1985, do mesmo diretor.
Além desses, os outros títulos que fazem parte da lista são velhos conhecidos do público brasileiro, com o perdão da má escolha das palavras. Esclareço: não pelo ano produzido, mas ‘velhos conhecidos’ por sua grande expressão no País, "Central do Brasil" (1998) e "Cidade de Deus" (2001), dirigidos, respectivamente, por Walter Salles e Fernando Meirelles.
E acreditem ou não na ironia do destino, "Bad Santa" está lá!
Para isso deve haver uma explicação!
Não ouso procurá-la, porém – quem quiser - há de se concordar que uma lista feita por um diário conhecido mundialmente conta com filmes também conhecidos mundialmente e isso leva ao fato de que grandes produções artísticas do Brasil ou qualquer outro país que não tiveram projeção lucrativa ou publicitária nos cinemas, não constarão como películas que devam ser vistas antes da sua morte (!).
No entanto, sabe-se que a escolha é de cada um e eu – embora não interesse – ainda opto por abolir "Bad Santa" e achar incrível "Os Normais" afinal, comédia por comédia, o que é nosso é nosso!
E viva às frases esclarecedoras!
Enquanto isso, aqui no Brasil, o cinema novo de Glauber Rocha – ignorado pela lista – tem papel importante graças à sua inovação, que influenciou gerações de cineastas.
Já entre os grandes colaboradores do cinema nacional hoje, Selton Mello é um dos primeiros da fila. Com seu programa ‘Tarja Preta’ no Canal Brasil, apresenta personalidades nacionais em uma espécie de resgate histórico do cinema. Atuando, tem grandes performances na TV, no cinema e até em curtas-metragens, como em “Tarantino’s Mind”.
Decida seus mil filmes – ou mais, ou menos – e assista-os.
Sem listas.
O melhor é se decepcionar ou se surpreender por conta própria, pensando depois e tirando suas próprias conclusões. Afinal, como disse a saudosa Vani, noiva do Rui, filmes americanos, que durante são ótimos, podem não ser tão bons assim, se você parar para pensar depois de assistir.
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Cultura, arte e conteúdo segundo o panteão
Comento aqui (por cima, rapidamente e sem revisar) três fatos, de certa forma relacionados, que me incomodaram ultimamente.
1 - Segundo consta na Folha de 3a feira 19/06, a minissérie "A Pedra do Reino", baseada na obra do maravilhoso Ariano Suassuna, que misteriosamente foi aprovada na grade global, desapontou os graúdos por render "apenas" 11 pontos de audiência em média. Que fique claro que cada ponto representa 55 mil domicílios APENAS na cidade de São Paulo.
Ou seja, somente 605 mil RESIDÊNCIAS em UMA cidade do país estariam sintonizadas no programa e isso é motivo de choro para os Marinho. É a lógica da indústria cultural: não vale só ter lucro, este deve subir como um foguete!
Mas o que realmente entristece é a declaração de J.B. de Oliveira, vulgo Boninho, sobre o caso. Responsável por marcos culturais, como o Big Brother Brasil, o diretor dispara, com o crédito que lhe é devido: "A arte deveria ter seu espaço numa TV educativa ou cabo, nunca na TV aberta de massa. Produto de arte precisa de uma boa moldura, de um canal específico, de uma linha direta com quem está disposto a observá-la".
Traduzo com minhas palavras: povão não tem cultura. Povão não quer cultura. Quer Alemão roçando com lemoa. Quer cultura? Paga cabo ou satélite (que se tiver sorte acha alguma coisa).
Tem que pense diferente Mr. Boninho.
2 - Morreu ontem o poeta carioca Bruno Tolentino e, como costuma acontecer com os mortos, voltou a viver na mídia.
Conheço pouco do trabalho do poeta e não estou aqui para julgar sua obra. Mas uma declaração do autor, que sempre teve fama de polêmico, dá coceira na língua. Explicando porque se irritou ao saber que, no colégio, apresentavam ao seu filho mais novo a obra de grandes nomes da música popular, como Caetano Veloso, lado a lado com os grandes escritores de nossa história, soltou a seguinte: "É preciso botar os pingos nos is. Cada macaco no seu galho, e o galho de Caetano é o showbiz. Por mais poético que seja, é entretenimento. E entretenimento não é cultura."
Entretenimento não é cultura? Música não é cultura? Literatura não é entretenimento? Que lástima....
3 - A Pontifícia Universidade Católica de Campinas oferece gratuitamente, contanto que se tenha pago previamente cerca de oito centenas de rais mensais, a possibilidade de imprimir a estrondosa soma de 250 cópias SEMESTRAIS (sim semestrais).
O número equivale a cerca de metade de UM livro didático que foi utilizado em UMA matéria de UMA turma do curso de jornalismo. E para completar a alegria, o conteúdo impresso deve ser autorizado por um grupo (aparentemente formado por pós-graduandos em MSN) que avaliarão se o material é ou não suficientemente relevante para ser impresso. Nossos censores particulares.
O que é "didático" para um graduando em jornalismo? Sejamos sinceros, um jornalista não é especialista em nada. Dentistas são especialistas em dentes, pedreiros em construção, advogados em leis. E jornalistas? Que ninguém diga que jornalistas sabem de JORNAL. Um jornal não é nada por si só. É um amontoado de informações sobre temas diversos que devem ser, no mínimo parcialmente, conhecidos pelo grupo que compõe o jornal. E, para isso, QUALQUER informação é relevante. Deveriamos, em tese, saber o básico sobre tudo ( o que é obviamente impossível) mas a instituição não permite ao menos que tentemos.
Com o que devemos gastar nossa astronômica cota de impressão (vulgo: biblioteca em potencial)? Quem sabe com o currículo Lattes de nosso idolatrado corpo docente. Mas então, o que fariamos com as outras 249 folhas?
Dica de hoje: o livro Dentes Guardados, de Daniel Galera, que pode ser baixado gratuitamente (e com o consentimento do autor) no site http://www.ranchocarne.org/. A obra, com muito esforço e algumas mentiras, tem pelo menos uma cópia feita por mim no laboratório da Puc-Campinas.