Final de semana.
Minha casa.
Cena 1.
E única.
Minha mãe: Vou fazer um bolo de trufa.
Eu: Ih, mas eu comi o chocolate.
Minha mãe: Você comeu?
Meu irmão: Eu também comi. Não podia?
Eu: Por isso que tava escondidinho na despensa?
Minha mãe: Tava. Escondidinho...
Meu irmão: Mas eu comi só dois quadradinhos.
Eu: Ih, eu comi uma fileira.
Minha mãe: Aaaaai, comeu muito.
Tenho ouvido muito disso.
Mãe: Deixa eu pegar a receita, ver quanto vai. É 250g do meio amargo e do ao leite. Qual você comeu?
Eu: Mãe, quem come meio amargo? Comi ao leite.
Mãe: Uma fileira?
Eu: É.
Mãe: Não era pra comer tudo isso! Não era pra comer nada, na verdade...
Tenho ouvido muito disso.
Cansei de postar 2009.
Até daqui a um tempo.
Não sei quanto.
Mas nem interessa, né?
Hasta la vista!
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Bolo no bolo
sábado, 24 de janeiro de 2009
Atendendo a pedidos
Tenho uma teoria: acho que só chamo os outros do que chamo, porque me chamam do que me chamam.
Ó:
Marina Aranha
Maranha
Marinão
Mazão
Má
Aranha
Naranha
Marinores
Marinara
Marininha
Maranhinha
Ícone
Morms
Morma
Momô
Stoquinho
Stoccão
Gyra
Gyreba
Gyrão
Dupla
Mamá
Punky
Sucurinha
Bruster
Spider Girl
Spider Woman
Spider
Marinets
Lima Nova
Magrela
Ficou meio íntimo demais, achei.
Não ficou?
escrito por marina aranha em 08:28 6 somando
categorias: cotidiano, ócio, variedades
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Nomes e nomes
Ninguém chama a Lana de Lanets.
Eu chamo.
Ninguém chama a Marina de Fernandão.
Eu chamo(ava).
Ninguém chama o Nacim de Inácio.
Eu chamo.
Ninguém chama o Zé de Zenaro.
Eu chamo.
Ninguém chama a Lívia de Gyra.
Eu chamo.
Ninguém chama a Nara de Nardelha.
Eu chamo.
Ninguém chama a Juliana de Wine.
Eu chamo.
Ninguém chama o Rafael de Melão.
Eu chamo.
Ninguém chama a Samanta de Jones.
Eu chamo.
Ninguém chama a Josi de Djouseca.
Eu chamo.
Ninguém chama o Fábio de Peão.
Eu chamo.
Ninguém chama o Ivair de Ivoca.
Eu chamo.
Ninguém chama o Caio de Grilóxido.
Eu chamo.
Por quê?
escrito por marina aranha em 13:52 8 somando
categorias: cotidiano, ócio, variedades
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Saudade
Enquanto uma tenta fazer com que a cachorrinha coma o alface do lanche dela, a outra:
- Ela tá achando que é a Encantadora de Cachorros.
E ela, a que come, come devagar.
E diz:
- Dá licença pra eu comer no meu ritmo?
Na hora do sorvete, chegam todas.
Cada uma com um pote.
E a primeira:
- Isso porque hoje de manhã eu tava de regime...
Os papos são estranhos.
As risadas são estranhas.
E as poses são estranhas.
"Olha que sertanejão".
"Teria dado nojo".
"Eu tenho 30 anos, não tenho ninguém".
"Sua enxaqueca é com aura?"
"Porque ela fala boate, baile, não balada."
"Que que ela falou, cara? Não entendi nada."
E era disso que eu tava com saudades.
Disso.
escrito por marina aranha em 17:42 3 somando
categorias: cotidiano, ócio, variedades
domingo, 18 de janeiro de 2009
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Maçãs
Assistindo a alguma coisa na televisão hoje, lembrei, não sei o motivo, de uma outra coisa que vi há um tempo.
Teve um programa especial da Oprah sobre alguns recordistas mundiais. Uma galere que tá no livro dos recordes por causa de qualquer coisa.
Aí lembro que um me chamou a atenção.
Mas eu não tinha certeza se tinha certeza do recorde dele.
Achava que era uma coisa.
Fui procurar e confirmei :
"Kenneth Lee - World Record Holder:
Karate master Kenneth Lee holds the world record for the most apples cut mid-air in 1 minute using a samurai sword. Kenneth's previous record was 23, but he broke his record on the show cutting 24."
Sim.
Eu estava certa mesmo.
O nego é o recordista mundial de cortar maçãs no ar, com uma espada.
No programa, ele cortou 24 por minuto, como podem ler.
E bateu o próprio recorde.
Ele poderia cortar MEIA maçã no ar por minuto, com uma espada.
E, ainda assim, ele seria o recordista mundial.
Porque ele é o ÚNICO que corta maçãs no ar com uma espada.
Ninguém corta maçã com uma espada.
Quanto mais no ar.
Eu tinha um professor que cortava maçã com canivete.
Na hora do intervalo.
Na sala dos professores.
Mas ele não jogava pra cima.
Apoiava na mesa mesmo.
Como qualquer outra pessoa que não está no livro dos recordes.
escrito por marina aranha em 17:02 3 somando
categorias: cotidiano, ócio, variedades
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Teorias
Marinaranha! diz:
fui espirrar de um jeito diferente agora
fazer um som diferente. daqueles que a gente não pode escandalizar na frente da galere
quis fazer graça pro meu irmão
espirrei assim: TCHIÁÁÁÁGO
saiu thiago. hahaha
RAFA diz:
hahahha
vc conhece o Thiago?
pq vc falou Thiago pro seu irmao?
Marinaranha! diz:
não sei. porque eu quis espirrar diferente. para inovar, sabe?
é como quando digo ALCE pra bocejar. AAAAAAAAAAAAAAALCE.
RAFA diz:
minha vó qundo espirra faz "echô"
hshshhs
Marinaranha! diz:
hahhahaha
EXU!
RAFA diz:
às vezes troco o s pelo a
quase exu
Marinaranha! diz:
tem uma avó minha que dá escândalo pra espirrar. ela grita. RÁÁÁÁÁCHÉM
a outra, é mais contida. o dela é mais ou menos "uatsã"
RAFA diz:
hahhahaha
umas coisas, né! eu boto todo o meu sentimento quando espirro
eu espirro em Blues
tem gente que espirra Bossa Nova
tem gente que espirra New Age
eu sou Blues
Marinaranha! diz:
no dia a dia, na frente dos outros, eu espirro em valsa
mas em casa, eu espirro no olodum, nego!
não quero nem saber!
se bobear, meu próximo espirro vc escuta em caldas
RAFA diz:
pomboes trarao seu espirro
Marinaranha! diz:
como será que um pombão espirra?
"cruu?"
RAFA diz:
gruuun
Marinaranha! diz:
aí é trovão, não?
RAFA diz:
cabrum
pelo menos é o que diz a revistinha do Cascão
Marinaranha! diz:
mas eu acho que não dá pra confiar muito no Cascão. o nego sai correndo quando chove e DU-VI-DO que ouça direito o barulho. ele tá correndo quando troveja. (?)
RAFA diz:
eu prefiro o chico bento
Porque certas coisas não precisam de explicação.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Procura-se
Essa é, mais ou menos, minha cabeça:

escrito por marina aranha em 14:35 5 somando
categorias: cotidiano, ócio, variedades
domingo, 11 de janeiro de 2009
Era só isso,
SÓ isso, que me faltava.
Alguma coisa me dizia pra entrar no site da PUC hoje.
Entrei.
E não sei que caminho percorri lá, que me deu uma ótima notícia:
Depois de ter passado o semestre acordando cedo no sábado, nego vem me dizer que eu não passei na prática de formação.
Em aulas em que você não recebe notas, eu tirei zero.
(E, se você clicar na imagem, vai poder apreciar em tamanho federal).
Detalhes tão pequenos de nós dois: na hora em que abri o site, apareceu aquela janela maldita pra avaliar as aulas, os professores, o método, sei lá.
Aí que eu tava de saco cheio e dei todas as respostas excelentes a favor da prática.
Quero fazer de novo.
Já perguntaria uma amiga: "a essa hora?"
Bate na perna duas vezes.
Porque isso é pior do que nego que fuma dentro do ônibus.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Comer, comer
Fui numa festa nessa semana.
Não tinha jantado, naturalmente.
A festa era à noite e eu só tive tempo de me arrumar.
Mais nada.
Aí que eu estava morrendo de fome.
Tinha lanche, salgadinho, coisas boas.
Mas, em alguns lugares, as pessoas tem vergonha de comer, não sei porque.
Sei que eu não tenho. Nunca.
Mas começo de leve quando ninguém mais participa.
Sendo assim, rodeei e rodeei o lanche. Com esfihinhas e Doritos. E cheguei no sanduíche.
Comi uma parte, deixando uma certa lacuna. Grande, até.
Mas tá tudo bem!
Ainda que alguns começassem depois de mim, nenhum comeu como eu.
Não que eu me orgulhe desse tipo de coisa.
Depois, chegou a hora do parabéns. Era um bolo e uma torta.
Os dois com caras incríveis.
Eu e uma amiga, em "Papos Obesos 2009":
- Mano, eu acho que vou querer um pedaço de cada, chato? - eu disse.
- Não! Eu também!
- Mas do jeito que ele tá cortando esses pedaços enormes, não vai dar, cara - sim, eu fiquei nervosa mesmo.
Aí ela, a sábia amiga, na torcida:
- Não, ninguém vai querer aquele lá. Vamos rápido.
Eu fui. Rápida. Comi um pedaço de cada.
Mas ela não aguentou. Comeu só o bolo.
Experimentou, é verdade, um pedaço da minha tortinha.
E a anfitriã veio me oferecer o terceiro pedaço na frente de todo mundo.
Recusei, claro.
Por educação, quero dizer.
No carro, indo embora, eram meu pai, minha mãe, eu e a amiga.
Comecei a contar o que eu tinha comido na festa.
Aí, minha mãe:
- Ai, filha. Não pode fazer essas coisas. Todo mundo repara. Depois você fica conhecida como aquela que come muito nas festas..Ninguém mais vai te convidar.
Aí, meu pai:
- É nada. Em festa, assim, tem que comer MEMO!! Faz valer o preço do presente!
Êêê!
Meu pai é dos meus!!
E, se não fosse, quem seria, né?
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Mais umas
Eu, no cinema, dia desses.
Comecei a falar sobre o slogan "Cansei2008" (uma campanha universal, que não nasceu de mim, infelizmente, deixo claro).
E pensei nesse ano que entra.
No que poderia ser dito.
Aí, falei, pra todos, antes de o filme começar:
- Gente, temos que pensar num LOGIN pra 2009.
É.
Login.
Agora só preciso de uma senha pra entrar nesse ano.
Hoje, na recepção da depilação:
- Oi, é Marina, às 10h - falei pra moça.
E vi que ela olhava na agendinha, com um nome marcado à lápis e, depois, apagado, no horário das 10.
O nome era meu, pra quem não sabe.
Aí ela olhou na agendinha de cabeleireiros, do lado.
Me disse:
- Ah, olha que coisa. Essa aqui desmarcou uma escova e, ao invés de apagar a dela, apaguei seu nome. Ainda bem que ninguém marcou em cima do seu, né?
"Sim. Super ainda bem", pensei. E disse:
- É que é muita Marina, né? Confunde - e risos pela piadela.
- Não - ela disse -, a moça chama Mariana.
Grr.
Depois, em um almoço de amigos.
Pedi um suco de morango com cajú. Hmmm.
Ofereci pra todos.
Aí, um amigo:
- Morango com cajú? Não quero, obrigado.
- Ué..Por quê? Não gosta de morango? De cajú? - perguntei.
- Pelo contrário, adoro os dois. Aí é que tá o problema. Juntos...Não sei, não.
- TOMA! É uma delícia.. - e, assim, o persuadi. Fácil assim mesmo!
Ele tomou. E eu falei:
- Viu? Quase nem dá pra ver que tem cajú aí...É mais morango.
- É - ele disse - é bem mais morango, mas dá pra ver que tem o cajú..É bom!
Aí eu, aí eu, gente:
- Sim. Tem um "quê" de cajú. Um Q de Qaju.
É. Eu sei.
Vamos pra outra.
Outra encarnação.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Day Two
Final de ano é assim: a família mostra suas garras. Sempre.
Não falo apenas daqueles que aparecem pras festas de fim de ano. Falo até daqueles que estão todos os dias juntos.
Pelo menos, no meu caso, as coisas ficam piores nas festividades.
No Natal, uma das conversas na cozinha de casa foi essa:
Minha mãe: E eu, que sonhei com patos a noite inteira. Tinha pato pra tudo quanto é lado.
Minha avó: Ah..mas é bom sonhar com pato.
Eu nunca ouvi isso.
Ninguém nunca ouviu isso. Que é bom sonhar com pato.
Aposto.
Aí, perguntei: Por que é bom sonhar com pato, vó?
E ela: Não sei. Mas é bom.
Sabedoria familiar. Não precisa de explicação.
Na ceia da virada do ano. À meia noite do dia 31.
Eu: Sabe o que é engraçado? Esse jantar foi feito no ano passado. Tá meio velho já, né?
Risos. O primeiro do ano.
Aí, no dia seguinte, o almoço de primeiro de janeiro.
A gente na sala, esperando minha mãe trazer o arroz da cozinha. De repente, um barulho vem de lá.
- Aaai, derrubei todo o arroz - diz minha mãe.
Que, depois, aparece com todo o arroz na travessa:
- Brincadeira!
Ai, ai...
- Mãe, não é primeiro de abril. É primeiro do ano. - e essa fui eu.
Depois me perguntam porque sou do jeito que sou.
Não acho que restem dúvidas depois disso.
Restam?
Aí a Sandra Annenberg vem me dizer, no Jornal Hoje, "ano novo, língua nova", sobre a mudança do português.
Sério?
Vou ter que me preocupar com o português na primeira semana do ano?
Se for assim, já cansei2009.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Tá começando...
O ano começou faz umas 12 horas. Por aí.
E já tô ouvindo de tudo.
Tem gente que já quer ter um título no ano que entra.
Tipo essa gente:
Nacim diz:
tem 4 peçoa online 3 falam comigo
a outra é minha tia q nem usa o msn mas vive online
SOU A PERSONALIDADE POP 2009?
Leslie, Queen of Terabithia. diz:
o meu tem cinco. 4 falam comigo! e a primeira mensagem foi delas. DE TODAS!
eu SOU A PERSONALIDADE POP 2009.
Aí, a mesma gente continua na alegria do ano novo:
Nacim diz:
mahuauhsauhsahu
mey
nem vou no hopi amanhã
só previsão de chuiva
vait tomart nocu
Leslie, Queen of Terabithia. diz:
hahahahahaha
mano, foi a combinação e descombinação mais rápida da face da terra
DIA 1: VAMOS NO HOPI HARI?
DIA 2: EU, A LE, MEUS PRIMOS E VC!
DIA 3: MEUS PRIMOS NEM VÃO MAIS. SÓ EU E A LÊ.
DIA 4: EU E A LÊ NÃO VAMOS MAIS.
Nacim diz:
aisuahsuahusaushauhsuhuahsuahsahus
NÃO TEM GARÇA PÔ
Aaah, tem GARÇA sim, vai!
Garça2009.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
2008
Ora eu emprestava.
Ora eu tinha que carregar o meu onde eu estivesse.
Foi o ano em que meus professores me chamaram a atenção.
Um, "desorientada, desnorteada".
Outro, "folgada".
Outra, "a Maranha tá sem dinheiro" (isso, inclusive, no bar.)
Foi o ano em que meus amigos estiveram longe como nunca, estando perto como sempre.
E foi o ano em que alguns, estando perto como sempre, estiveram longe como nunca.
Mas foi o ano em que alguns surgiram.
Foram ficando perto.
Cada vez mais perto.
Muito perto.
Até ser quase um só.
Foi o ano em que muitos sumiram.
Alguns apareceram.
Nenhum passou em branco.
Foi o ano em que vi a Fernanda Young e assisti à Rita Lee.
Foi o ano em que percebi que o mundo é muito, mas MUITO pequeno.
De assustar.
Mesmo.
Foi o ano em que sofri pra terminar o semestre.
E terminei.
Do jeito que deu.
Foi o ano em que eu surtei.
Tomei floral.
Comprei e devolvi no mesmo dia.
Falei alto.
Sambei de madrugada.
Chorei pra todo mundo.
Ri pra todo mundo.
Quebrei a cara.
Trabalhei.
Escrevi.
Liguei.
Pensei.
Li.
Foi o ano em que cansei.
E que roubei lemas.
Cansei2008.
Foi o ano que começou de um jeito e acaba completamente diferente.
Pelo que vi.
Pelo que fiz.
Por quem conheci.
Foi bom, 2008.
Mas cansei.
escrito por marina aranha em 18:18 8 somando
categorias: cotidiano, ócio, variedades
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
É véspera
Em plena véspera de véspera de natal, a locutora da rádio entra na redação:
- Os informativos das quatro e das cinco estão prontos?
Aí, eu:
- Tão, já mandamos por e-mail os dois.
- Ah, tem como imprimir? - ela perguntou.
Fiz cara de ué.
Ué mesmo.
E ela:
- É que eu tô aqui.
Jura?
Piadasreaisdefimdeano2008!
escrito por marina aranha em 11:00 2 somando
categorias: cotidiano, risos, variedades
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Não
Não vou colocar nada aqui sobre ontem.
Esse trabalho é perigoso.
Tenho sido ameaçada.
Não posso mais ficar colocando coisas alheias aqui.
As pessoas falam alguma coisa e depois me dizem: "não vai por no blog".
Tá.
Não vou por no blog.
Portanto, vou colocar um momento meu.
Que não é bom.
Mas é o que eu tenho.
E é só até eu conseguir uns direitos autorais.
Ontem:
- Maranha, tem um cara que mora comigo que é um gênio.- Ah é?
- Eu posso dizer: eu moro com um gênio.
- Você mora na lâmpada?
Rizoz².
Piadasboas2008.
Quevenhammelhores2009.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Não que isso faça sentido, mas...
...quase todo dia, na hora de tomar café, alguém - e sempre esse alguém! - diz:
- Esse cheiro de fósforo acendendo o fogão me lembra praia.
Aí que, nessa semana, resolveram responder..
- Gente, esse cheiro do fogão me lembra praia..
- Bom..Nas praias em que eu fui, só tinha fogão normal.
Aí que vai piorando.
E a mesma pessoa que respondeu, diz, durante a tarde, coisas do tipo:
"Nós somo muito legalzinho".
"Tem aqueles tiozinho maior esporte"
"Sabe onde é essa rua? Onde mora o 'eu duvido que ele ama vender salgado'"
Só que, a pessoa que fez o comentário sobre o fogão à lenha, também diz coisas como:
"Eu como pão com fungo. Corto o fungo, como o resto".
E quando outra pessoa quer dizer "pós-graduação", diz "pró-coisa".
E quer falar retroprojetor, mas diz retroprotejor.
Não vou dizer quem são, porque pode ficar chato.
Só fica o registro pra imortalizar.
E porque me cobraram um post. Disseram que sou preguiçosa.
Sou ocupada, na verdade.
Beijomeligaquandoeuentrardefériasvulgonunca!
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
O rádio, a chave, os homens
Quem me viu dentro do carro hoje deve ter achado que eu sou louca.
Eu não sou.
Mas o rádio quebrou.
Ontem.
Eu entrei no carro, apertei o botão para tirar o cd e ele começou a fazer barulho, sem jogar o cd pra fora. Foi aí que eu percebi que alguma coisa estava errada. Rá.
Aí hoje, peguei meu óculos ruim de sol que estava no carro pra tentar tirar o cd de dentro do rádio.
Foi mais ou menos assim: eu, com um óculos enfiado no rádio do carro, apertando o botão, irritada e desesperada tentando puxar o cd.
Tentei o 'reset'. Craro. E craro que ele não adiantou NADA nesse ponto.
Só serviu pra desmemorizar todas as estações de rádio que estavam lá.
Agora todas são 87,5. O SBT, eu acho. Não sei.
Mas tem sempre uma mulher fazendo propaganda de alguma coisa que não serve pra nada.
Aí, quando eu cheguei em casa resolvi procurar a chave dela, que, também ontem, perdi. Pensei que ela poderia estar caída no chão do carro.
A cena?
Eu, com o banco pra trás, abaixada perto do volante, puxando o tapete e tentando ver se acho a chave.
Numa dessas, bati a cabeça no rádio e liguei, sem querer.
Assustei com a música alta que começou de uma hora pra outra e desisti de tudo.
Entrei em casa, avisei meu pai.
Das duas coisas: da chave e do rádio.
Ele ficou bem feliz. E foi no carro procurar a chave e tentar arrumar o rádio.
Mas ele é meu pai.
Então, não conseguiu nenhum dos dois.
Ele só tirou o rádio do lugar pra fingir que vai levar pra arrumar amanhã.
Agora nem mais a 87,5 eu consigo escutar.
Homens...
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Canetas
Olha o que eu tenho que ouvir.
Olha, não. Lê, né?
Ou leia.
Não sei.
- Puta vergonha que eu passei hoje!
- Por quê? - perguntei.
- Eu derrubei café na minha calça e fui cobrir o evento lá. Todo mundo tava chique, de terno e gravata. E eu cheguei com essa roupa babada...
- Haha, normal, ué!
- Não, não. Pior. Todo mundo lá super chique, com umas canetas de grife e eu com uma BIC..
- Hahaha e daí? É só uma caneta!
- ...e quando eu olhei, tinha um esparadrapo colado nela, escrito MARANHA.
- FOI VOCÊ QUE ROUBOU MINHA CANETA, ENTÃO!
- Puta vergonha que eu passei...
- DEVOLVE!
Só pra deixar claro:
Não era esparadrapo, era fita crepe.
E o cidadão PERDEU minha caneta.
Depois vem reclamar que eu nomeio meus pertences.
É pra tentar evitar esse tipo de coisa.
Pena que, no caso, não adiantou.
escrito por marina aranha em 15:46 2 somando
categorias: cotidiano, risos, variedades
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Final de semana
Foi assim: a gente ia pra um churrasco meio distante. Em Valinhos.
Aí que eu imprimi uma rota e fui de co-pilota.
Mas eu sou perdida.
É fato.
No carro era a gente, o Doritos, duas águas, 24 cervejas e dois pacotes de gelo. Esses dois pacotes, aliás, ficaram no chão, atrás do banco do passageiro.
Daí que depois de uma hora perdidas na cidade - DAQUELE tamanho, quando NINGUÉM estava na rua pra dar informação -, a gente chegou.
O gelo, com tudo isso, derreteu um tanto e alagou o carro.
Tá.
Normal.
Aí que a idéia do dia foi tirar o tapete de trás do carro e colocar em cima dele, pra deixar secando.
Depois de não sei quanto tempo, na hora de ir embora, a gente seguiu um outro convidado. Só pra garantir.
Aí que no meio de uma das avenidas mais escuras de Campinas e com ferros-velhos assustadores, o convidado que seguíamos dá uma buzinada.
A gente abre o vidro:
- Ô, tem uma coisa pendurada no seu pára-brisa.
- No pára-brisa?
- É!
- Vou dar uma olhada.
Buzinadinha, obrigada, tchau e fecha o vidro.
- Má, que será que é? Uma bomba, cara?
- Não sei. Pára aí que eu desço e a gente tira.
- Tá..
E vai parando..
- Não aqui, né, porra? - eu disse, do lado do pior e mais escuro dos ferros velhos do mundo.
- Haha tá! Olha, o semáforo fechou. Vou descer lá, paro e você desce.
- Tá!
A gente parou.
O semáforo abriu.
Mesmo assim, eu desci.
O tapete estava pendurado no pára-brisa, de fato. Quase caindo, coitado.
Não tinha ninguém na rua. E não tinha porque eu ter pressa.
Mas não sei o motivo, me deu um desespero muito grande.
Parecia que a gente assaltava um banco.
Por isso, eu peguei o tapete, fui entrando no carro e disse:
- Peguei, VAI!!
E, antes de eu fechar a porta, a gente já estava indo.
Meu braço doeu um pouco no dia seguinte.
Foi tudo muito rápido.
E o tapete era meio pesado.
Nesse dia seguinte, aliás, gritos de materialistas, garçom árabe louco e celular mais louco ainda.
É.
Pior que isso, só se disser que o celular CONTINUA louco.
Insira o chip.
escrito por marina aranha em 11:59 10 somando
categorias: cotidiano, ócio, risos, variedades

