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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Pra ilustrar o soma



















Este blog está precisando de imagens.

Cyanide And Happines é uma versão venenosa do Cândido de Voltaire. Talvez com a mesma visão do bom francês, mas de forma mais escancarada. Não chega ao nível do original... mas tenta e (na minha opinião, muito afeita ao nonsense) tenta bem.

Cyanide And Happiness versão traduzida.

http://www.explosm.net/comics/1364/ aqui o link pro original.

A partir de hoje o soma tem posts diários. Alguns comentarão fatos do dia, alguns serão um ctrl c basicão e alguns manterão o esquema de sempre. Queremos mais leitores e mais confiança dos que já nos acompanham. E fama... muita fama.......... Alguém acredita?

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Vergonha, quadrinhos e vergonha nos quadrinhos

Nem vou comentar a vergonha que senti ao vir somar um nada alguns meses depois de minha última passagem por estas virtualidades e me deparar com semanas de belos posts da profunda (pra quem, ao contrário deste que se envergonha, acompanhou as divagações da garota Soma) e profissional Marina Aranha. Mas já comentei. Passemos então para a adição de minha soma quase subtrativa de tão pequenina e fracolina.
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A nona arte não é conhecida por histórias em quadrinhos sem razão. São histórias contadas em quadros pequenos que, como as pinturas do MOMA ou do Louvre, entre outros bastiões da fina arte mundial (cof cof), vão de péssimos a obras primas. E já há tempos o lado mais positivo das HQs tem conquistado o respeitável público. A biografia em quadrinhos Maus, de Art Spiegelman, que retrata a experiência do pai do autor, um judeu polonês, tendo que sobreviver ao holocausto, ganhou um prêmio Pulitzer especial, já que este tipo de premiação é sério demais para contar com uma categoria que englobe uma forma de expressão tão... cômica, valendo-se de uma tradução livre do inglês. O que dá prazer não é levado a sério, não rende cadeiras na ABL, para a sorte de alguns lobos e coelhos (seria assim a expressão?).

Temos outros milhares de exemplos de excelentes quadrinhistas como Quino com sua filosófica Mafalda, Joe Sacco com um Oriente Médio muito mais vivo e verdadeiro do que o dos jornais, Will Eisner que virou nome de prêmio do segmento. Por terras tupiniquins, temos Laerte, Marcatti, Lourenço Mutarelli etc etc etc.......
E, algumas semanas atrás, dois gêmeos brasileiros na estrada há um bom tempo e um estreiante gaúcho que acaba de lançar sua primeira HQ individual ganharam o prêmio Eisner (do Will citado acima) pela primeira vez na história dos quadrinhistas do Brasil. Trata-se dos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon (que ganharam 3 prêmios no total) e de Rafael Grampá. Mas o curioso não é só o ineditismo da premiação para brasileiros. Nem o baque de a primeira ver ser uma trinca. O que é realmente curioso é que todos estes prêmios foram para obras lançadas em inglês lá na terra de Obama.

Pra variar, tiveram que começar longe pra chegar perto da gente. Pra falar a verdade, provavelmente continuarão desconhecidos por aqui enquanto não desenharem mangás ou Turma da Mônica Jovem (vocês viram?).

Termino dando uma dica de quadrinhos também gringos e gratuitos pela WWW. Se você se vira nos 30 com o inglês vá CORRENDO dar uma olhada na ótima série Next-Door Neighbor da revista virtual SMITH, que merece ser percorrido de cabo a rabo por sinal. A série conta com história de Harvey Peakar, que criou o incrível American Splendor, fonte do filme homônimo (Anti-Herói Americano por aqui).
Alguém chegou até aqui? Se chegou, é possível que se lembre de eu ter dito que o post seria pequenino. Não é que eu seja mentiroso, sou incapaz de escrever (ou falar pouco), o que é uma pena. Como diria alguém muito mais sábio que eu: "Desculpe a longa carta, escreveria outra, menor, se tivesse mais tempo."

ps: agora o Soma tem pelo menos um leitor internacional... este post é em sua homenagem, JP.


domingo, 24 de junho de 2007

Dedos exigentes

Você chega em casa puto da vida, se perguntando por que diabos a biblioteca da sua faculdade se parece com o pequeno depósito de livros didáticos que eram as bibliotecas das escolinhas de jardim de infância (Cuca Legal, Elefantinho, Arco-íris, esses nomes lhe são familiares?). Especialização, que nada: procura algo específico na área da comunicação, da literatura ou uma história em quadrinhos? Azar. Dentre as opções escolhidas, levar mais de três livros não pode. A biblioteca municipal? Lá só se guardam bagaços, resquícios do que um dia foram livros. Isso se você não pegar alguma espécie de bactéria já extinta enquanto passa com dedos cuidadosos as páginas prestes a esfarelar daquele Hemingway em que você tanto queria pousar os olhos.

Enquanto isso, dedos congelados na distante Finlândia folheiam os mais de 1200 exemplares de livros de histórias em quadrinhos armazenados na Universidade de Helsinki – mais especificamente na coleção especial reunida pela Sociedade Finlandesa de Quadrinhos.

Como se não bastasse um acervo enorme de literatura, a instituição reserva um espaço considerável para disponibilizar revistas estrangeiras (Bélgica, Suécia, Espanha, Itália, Inglaterra, Polônia e Estados Unidos), quadrinhos independentes finlandeses, livros didáticos que tratam de ilustração e desenho e recortes de jornais sobre quadrinhos da década de 70 – totalizando 80 metros lineares de documentação textual.

A The Finnish Comics Society, fundada em 1971, é uma associação de aproximadamente 800 membros, entre quadrinistas, leitores, colecionadores, entusiastas e pesquisadores de quadrinhos finlandeses. O objetivo do órgão é trazer maior reconhecimento e respeito para as histórias em quadrinhos, popularizando e promovendo uma leitura mais crítica da arte seqüencial. Desde sua criação, a associação estimula a produção de quadrinhos com oferecimento de cursos e entrega de prêmios, principalmente no anual Helsinki Comics Festival, que já teve a participação de monstros como Will Eisner, Enki Bilal, Adrian Tomine, Joe Sacco, Lewis Trondheim e Moebius.

E enquanto isso, no Brasil...




* Fábio Bonillo é brasileiro de nascença e escandinavo por opção, mesmo nunca tendo saído do sudeste tupiniquim