Na ‘Warner’ – e essa vai para os viciados em televisão – ‘as segundas são das loiras’. No ‘Soma’ ficou decidido que serão minhas. Como diria o Pica-Pau: ‘E lá vamos nós!’
Nos meus áureos tempos de faculdade tive um professor que disse que nós, alunos de primeiro ano, não poderíamos dar opinião NEM sobre o milk shake do McDonald's. Eu não poderia mesmo porque não o consumo. Mas o motivo não era nerdice–anti–capitalismo/imperialismo–norte-americano que poucos têm. Era a idade – 16, 17 anos – e as respectivas experiências vividas.
Não me atrevo a desrespeitá-lo, mas, pouco mais de um ano depois, utilizarei o espaço de hoje para falar sobre um belo livro que li. E isso prova o quanto eu presto atenção no que os outros dizem...
‘A menina que roubava livros’, de Markus Zusak está entre os mais vendidos hoje. Na lista da Revista Época do último domingo, ocupa a primeira posição. Mas não é por isso que li ou recomendo a leitura. Na verdade, recomendo porque li, mas não li porque vi, e sim porque ‘dei uma pesquisada’. Então, aqui está, a contragosto do professor, a minha opinião:
A narradora é a morte e o primeiro fato que ela nos apresenta é que um dia vamos morrer. Essa é a única certeza que temos sobre a vida durante ela toda, mas ninguém gosta de lembrar. Em ‘A menina que roubava livros’, porém, o terror da morte desaparece em meio a emocionante história de Liesel Meminger, uma menina que, com seus 9 anos de idade, conhece o mundo e as injustiças dele, ao perder seu irmão e ser deixada, pela mãe, na casa de Hans e Rosa Hubermann, o grande cenário do livro.
Durante as quase 500 páginas, o ano de 1939 chega rapidamente a 1943 e todo o terror da Segunda Grande Guerra serve como pano de fundo para a bela história de Liesel que, nesse período, escapou da morte 3 vezes e resolveu contar sua história em ‘A menina que roubava livros’, re-contada para nós pela maior testemunha de sua vida nesses 4 anos: a própria morte.
Há como não gostar, claro. Mas o livro de Markus Zusak não é apenas mais um no mercado brasileiro impulsionado pela lista do ‘The New York Times’ ou da Oprah. É uma inovadora narrativa, leve e com particularidades que só lendo serão encontradas. Desde desenhos e letras diferentes em certas partes do livro à momentos desesperadores na vida da protagonista, ‘A menina que roubava livros’ pode ser um grande programa para as férias ou mesmo uma densa leitura.
Tentando fugir do clichê, não vou dizer que vale a pena ler – embora fosse redundante depois de todo o texto – mas, se interessar, você pode dar o primeiro passo aqui.
E, se gostar desse trecho, peça o livro que eu empresto!
*Marina Aranha teve que dizer a um amigo, mais de mil vezes, que o livro não era sobre a ‘Haydée pequenininha’. E essa, de novo, vai pros viciados em televisão.
Nos meus áureos tempos de faculdade tive um professor que disse que nós, alunos de primeiro ano, não poderíamos dar opinião NEM sobre o milk shake do McDonald's. Eu não poderia mesmo porque não o consumo. Mas o motivo não era nerdice–anti–capitalismo/imperialismo–norte-americano que poucos têm. Era a idade – 16, 17 anos – e as respectivas experiências vividas.
Não me atrevo a desrespeitá-lo, mas, pouco mais de um ano depois, utilizarei o espaço de hoje para falar sobre um belo livro que li. E isso prova o quanto eu presto atenção no que os outros dizem...
‘A menina que roubava livros’, de Markus Zusak está entre os mais vendidos hoje. Na lista da Revista Época do último domingo, ocupa a primeira posição. Mas não é por isso que li ou recomendo a leitura. Na verdade, recomendo porque li, mas não li porque vi, e sim porque ‘dei uma pesquisada’. Então, aqui está, a contragosto do professor, a minha opinião:
A narradora é a morte e o primeiro fato que ela nos apresenta é que um dia vamos morrer. Essa é a única certeza que temos sobre a vida durante ela toda, mas ninguém gosta de lembrar. Em ‘A menina que roubava livros’, porém, o terror da morte desaparece em meio a emocionante história de Liesel Meminger, uma menina que, com seus 9 anos de idade, conhece o mundo e as injustiças dele, ao perder seu irmão e ser deixada, pela mãe, na casa de Hans e Rosa Hubermann, o grande cenário do livro.
Durante as quase 500 páginas, o ano de 1939 chega rapidamente a 1943 e todo o terror da Segunda Grande Guerra serve como pano de fundo para a bela história de Liesel que, nesse período, escapou da morte 3 vezes e resolveu contar sua história em ‘A menina que roubava livros’, re-contada para nós pela maior testemunha de sua vida nesses 4 anos: a própria morte.
Há como não gostar, claro. Mas o livro de Markus Zusak não é apenas mais um no mercado brasileiro impulsionado pela lista do ‘The New York Times’ ou da Oprah. É uma inovadora narrativa, leve e com particularidades que só lendo serão encontradas. Desde desenhos e letras diferentes em certas partes do livro à momentos desesperadores na vida da protagonista, ‘A menina que roubava livros’ pode ser um grande programa para as férias ou mesmo uma densa leitura.
Tentando fugir do clichê, não vou dizer que vale a pena ler – embora fosse redundante depois de todo o texto – mas, se interessar, você pode dar o primeiro passo aqui.
E, se gostar desse trecho, peça o livro que eu empresto!
*Marina Aranha teve que dizer a um amigo, mais de mil vezes, que o livro não era sobre a ‘Haydée pequenininha’. E essa, de novo, vai pros viciados em televisão.