sábado, 26 de julho de 2008

Crédito..

..esquecido e agora lembrado do post anterior.
Sonoplastia da peça: Kokol.
Acho que ela nem sabe que a indicação que me deu no orkut virou efeito sonoro no SOMA.
Também, o que isso muda na sua vida, Kokol?

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Peça 2

Mais uma peça verídica.

CENÁRIO: inauguração de um restaurante aqui em Campinas, quinta-feira. (Para quem leu a outra peça, essas coisas acontecem sempre em inaugurações. Por quê? Não sei.)

PERSONAGENS: Lívia, Daniel, Marcelo e Marina.

CENA 1-nicá. (Entendeu? Não vou explicar): Depois de recusar o camarão oferecido DE GRAÇA pelo garçom e a mesa toda protestar, Daniel se levanta junto com os amigos para irem embora. Na saída, ele, Lívia, Marcelo e Marina, esperam a irmã de Lívia, para que elas possam ir embora juntas.

Marina: - Onde sua irmã tá mesmo?
Lívia: - Na Colombo.
Daniel: - Colomba?
Marina: - Colomba Pascal. Ou é Colomba "de Pascal"?
Marcelo: - Ela foi na DePaschoal?

FIM (clique aqui e depois clique no botão da tela que surgir para a sonoplastia)
Risos.

A pior parte é que é verdade. Não sei porque insisto nessas amizades.

(Crédito do post abaixo ao Daniel, que me comunicou o lançamento do livro de Mutarelli. Atenção para o gancho!)

Lançamento

Lourenço Mutarelli, o autor do "Cheiro do Ralo", lançou em São Paulo, nesta quarta, seu novo livro: "A arte de produzir efeito sem causa".

Não li, mas sei da história: "Depois de largar o emprego e a mulher por motivos que guardam uma infeliz coincidência, Júnior pede abrigo na casa do pai. Sem dinheiro nem perspectivas, seus dias se dividem entre o velho sofá da sala transformado em cama, o bar onde bebe com desocupados e as conversas com a jovem e atraente inquilina do pai, Bruna, que ambos espiam através de um furo no armário. A pasmaceira só é interrompida quando começam a chegar pelo correio pacotes anônimos com recortes de notícias velhas — uma delas sobre o episódio em que o escritor William Burroughs matou a mulher acidentalmente.".

Além de tudo, estou com preguiça. A resenha acima é apenas uma parte copiada do todo, que encontrei aqui.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Não-post

Se um dia eu fosse convidada do "Irritando Fernanda Young" e ela me perguntasse o que mais me irrita, eu diria 'pernilongos'.

Mas, além de pernilongos, uma coisa que muito me incomoda é a pasteurização. Aquela que colabora para encaixar tudo numa fórmula - dizem, de sucesso.
Não que eu seja diferente de tudo o que me rodeia, mas não quero ser igual, também. Por isso, não postei sobre a morte da Dercy. E não que isso faça alguma falta ao mundo, digo. Mas seria merecido, para ela, um humilde espaço no "soma".

Passo aqui, portanto, para dizer que continuarei sem postar sobre ela. Seria a mesma coisa que já foi lida, vista ou ouvida em qualquer outro lugar.

Mas como, ainda assim, ela é digna, dedico uma frase:

"É preciso ter tristeza. Tristeza não é ruim. Quase todo mundo só quer escutar musiquinhas alegres, ir dançar em lugares barulhentos, ficar falando o tempo inteiro. Porque eles têm medo da tristeza. Mas não é a tristeza que mata." (Do livro A Sombra das Vossas Asas, da Young)

Definitivamente.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Genética 2

E, hoje, no carro com a minha mãe, tive que ouvi-la elogiar "Cabocla".

-Mãe, qual a graça? É o reprise, do reprise, do reprise..
-Ai, Marina, "recordar é viver". Não é?

Viu?
O assunto morreu.
Mães têm esse direito. Ou dom. Não sei.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Genética

Hoje, saindo da casa da minha avó, ouvi ela dizer:
"Na novelinha vão descobrir quem surrou o Felício, porque ele vai contar pro Luís".

Fora o fato de que não tenho idéia se é isso mesmo que ouvi, fiquei pensando em como essa novela pode ser surpreendente pra minha vó.
"Cabocla".
Reprise do remake.
E ela, minha avó, assistiu a todas as versões.

-Como?
Pergunta a menina que assiste inúmeras vezes ao mesmo episódio de Friends.

Tal vó, tal neta.

domingo, 20 de julho de 2008

Trechos

Eu acho que disse mais de mil vezes que gosto de trechos. E de parafrasear trechos. Ou nunca disse, mas já postei alguns. E, hoje, vai outro.

Li nesse domingo um livro chamado "É...", do Millôr Fernandes. E "É..." é uma peça sobre relacionamentos, escrita para a Fernanda Montenegro.

Sorte.
Dele, para poder escrever a alguém como ela.
E dela, para ter um texto dele, escrito especialmente.


Sou legal e pesquisei preços pra você. Clique na capa do livro.

O livro me foi emprestado por um amigo, que enriqueceu minha cultura de férias, "somando" essa bela peça a alguns livros que peguei na biblioteca da faculdade.

Mas isso interessa zero.
Vamos ao que interessa tão nada quanto, mas pouco mais, talvez.

Ao falar sobre "família", um dos personagens reflete:
"Mas veja o paradoxo: como indivíduos podemos escolher as nossas relações entre pessoas de nossa preferência, do mesmo gosto, com os mesmos interesses, mesmo nível cultural e até faixa de idade. Na família é que somos obrigados a enfrentar as diferenças essenciais ao ser humano: um tio burro, uma irmã mesquinha, um cunhado bicha, um primo subversivo."

E não é verdade?

Tudo bem, ninguém precisa dessa minha consideração para achar o Millôr, ou os textos dele, geniais.
Pena.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Três não é demais

Saio em retiro espiritual hoje, para um lugar não tão Campinas, que já não é tão São Paulo. Mas deixo uma sugestão para os que ficam.

Na última sexta-feira, dia 11, fui assistir pela terceira vez à peça Confissões das Mulheres de 30, no Teatro Tim. Essa temporada, que vai até o dia 27, é a segunda desse ano em Campinas, já que a estréia nacional da peça foi aqui mesmo na cidade, em maio.

Na primeira vez, fui com minha mãe, que gostou muito. Eu também, aliás. Mas tendo ido outras duas vezes, acho desnecessário dizer isso.

O elenco é formado por três das quatro atrizes da série "Mothern", do canal pago GNT. Juliana Araripe, Camila Raffanti e Melissa Vettore apresentam as angústias, dúvidas e paixões das mulheres de 30 anos com muito humor. E a quarta atriz da série, Fernanda D'umbra, também faz parte do espetáculo, assinando a direção.


Nessas duas últimas vezes em que fui, aliás, falei com as atrizes. E está aí algo que gosto no teatro: não sei se incomoda, mas a proximidade entre criação, criador e público aumenta a relação que todos têm naquele momento em que estão no teatro. Saí de lá achando as três muito legais. E não sei se é porque "legal" é uma das palavras que mais uso, mas acho 'legal' achar 'legal' alguém que não conheço. Nesse caso, acho que tem a ver com admiração. Sei lá.

E esse post serve não apenas para sugerir a peça como um bom programa para as férias, mas também para justificar meu uso do "legal". Tá explicado?

Enfim, devo dizer que nas três vezes em que fui, vi coisas diferentes. Nessa última, então, muitas cenas novas. Os ingressos valeram!
Eu não sei escrever crítica, só sei dizer se gostei ou não e se achei bom ou não. Mas acho que isso já está dito.

E, ainda quanto à peça:
Confissões das Mulheres de 30, no Teatro Tim
Até 27 de julho
Horários: Sexta, às 21h; sábado, às 20h e às 22h; domingo, às 19h
Ingressos: R$ 30
Classificação etária: 14 anos

*Ah, e hoje é aniversário de Campinas. E do meu avô. Parabéns, Vô.