É só uma sugestãozinha. Nada mais. Para os donos de cinema. Vocês deveriam começar os assentos das salas na quarta fileira, porque a terceira é muito ruim. A segunda é pior ainda. E a primeira não dá. Porque quando você senta numa delas, faz uma escolha: ou vê o que passa, ou lê a legenda. E vê bem mal. Dá ânsia. Pra ler, tem que virar a cabeça. Aí não dá mesmo.
Fui ver "Jogo de Amor em Las Vegas" - é isso aí, vai encarar? - nesse final de semana e sentei na terceira.
Como era de se esperar, até se eu tivesse na última, não foi muito bom, não.
E, tá, eu sei que não dá pra começar uma sala na quarta fileira porque ia perder espaço, ter que colocar as três atrás gastaria mais dinheiro e, mesmo sendo horrível sentar lá, estavam todas ocupadas. Mais dinheiro para o cinema, menos prestígio para minha sugestão.
Tá, eu sei mesmo. Mas deixa. Eu quero falar.
Ah, e sobre o filme?
Algumas das partes em que eu estava olhando pra cima, ri.
Mas tive sorte, porque era um filme que eu não precisava estar olhando 100% do tempo para a tela para saber o que ia acontecer.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Proposta
quarta-feira, 18 de junho de 2008
É só uma observação
Pra dizer que encontrei essa promoção na internet.
"Kit Bruna Surfistinha".
Só pra deixar claro: são livros.
Juro por Deus.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Resposta êêê...
Uma palavra - a circulada - fala mais do que quaisquer outras mil.
Portanto, não vou dizer nada a respeito.
Só que encontrei essa preciosidade no caderninho de CFC do meu irmão.
Evidentemente, ela não estava em destaque, assim.
O efeito, eu que fiz. No "Paint" mesmo.
Aliás, se você pensar bem, a alternativa inteira é uma piada. Quando se junta a resposta com a pergunta, fica mais ou menos assim: "Ao perceber que será ultrapassado, o condutor deve não deixar que seje ultrapassado".
E mesmo se trocar o "seje" pelo "seja", continua meio sem alma. E ainda repete o "ultrapassado".
Mas, para quem está com dúvidas, a alternativa certa é a E.
Certa de acordo com as leis de trânsito e do português.
Turum turum pá.
Risos.
terça-feira, 10 de junho de 2008
Olha,...
...eu não quero ser grossa.
E digo isso por dois motivos.
E digo isso por dois motivos.
Primeiro porque vou postar uma crítica mal-humorada que fiz de um filme.
Segundo porque faço isso mais por obrigação. Acho chato ficar muito tempo sem ter nada por aqui. Ultimamente o blog tem andado "somancando". Hã, hã?
Enfim, a crítica é do "Sex and the City" e eu não sou engraçada.
Pode parar de ler por aqui.
Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda desbancaram Indiana Jones nas bilheterias dos Estados Unidos logo na semana de estréia. Mas esse é o máximo que se pode dizer do filme Sex and the City, adaptação do seriado homônimo e de grande sucesso, produzido pela HBO.
A série, que estreou em 1998 e durou 6 anos, é até hoje vista como responsável pela quebra de alguns tabus na televisão e por ser dona de uma forma inovadora de se fazer TV.
Justamente por essa importância, grandes episódios e milhões de fãs pelo mundo, as personagens mereciam mais na grande tela. Mais roteiro.
A história serve como pano de fundo para as quatro amigas, mas gira em torno de Carrie (Sarah Jessica Parker) e seu relacionamento com Mr. Big (Chris Noth), agora num ponto mais distante do que estavam no seriado: às vésperas do casamento. Todo esse enredo é fraco e a impressão que se tem é de estar assistindo a um episódio “looongo”. São mais de 140 minutos, nos quais pouca coisa acontece, mas troca-se muito de roupa. E, para quem está interessado em analisar o figurino, aí está uma boa opção, porque só a protagonista Sarah Jessica usa 80 diferentes modelitos. São, entre todo o elenco, mais de 300.
Parece que o roteiro foi adaptado às roupas.
E, para se ter um bom filme, deve acontecer o contrário.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Tatu do mundo louco
Genial.
Vou dar o crédito devido: a frase é da jornalista Ana Maria Bahiana e é título de um texto dela mesma, exposto no SESC Pompéia, em São Paulo.
O texto faz parte da mostra sobre contracultura, que está lá até o dia 22 de junho.
Recomendo mil vezes.
Mas você pode ir uma só.
terça-feira, 27 de maio de 2008
Sobre o português. E não é piada.
Meu professor não gostou muito desse texto. Disse que está muito poético pra ser um artigo. Sendo assim, não vai entrar no jornalzinho. Discordo, mas não discuto. Aqui – para azar de quem lê – ninguém controla o que escrevo. Então vai lendo aí, mano.
É como tirar o mínimo múltiplo comum entre os oito ‘portugueses’. E o resultado é a unificação da língua portuguesa entre 8 países. Quatro deles com o acordo já certo: Brasil, Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
São tantas novas regrinhas, como o desaparecimento de qualquer acento usado para diferenciar palavras. Em “para” e “pára”, por exemplo, ninguém vai saber quando "parar" e quando "dar para". Ou o que for.
É como tirar o mínimo múltiplo comum entre os oito ‘portugueses’. E o resultado é a unificação da língua portuguesa entre 8 países. Quatro deles com o acordo já certo: Brasil, Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
São tantas novas regrinhas, como o desaparecimento de qualquer acento usado para diferenciar palavras. Em “para” e “pára”, por exemplo, ninguém vai saber quando "parar" e quando "dar para". Ou o que for.
O trema sumiu. Mas isso nem é tão importante, afinal não acredito que alguma vez ele tenha tido apelo entre os que fazem uso do bom e belo português.
Por outro lado, o hífen sempre atrapalhou. Ora no plural de substantivos compostos, ora apenas na questão: aonde ele vai mesmo?
E agora esse mesmo ponto fica ainda mais complicado: o hífen some quando o segundo elemento da palavra começa com “r” ou “s”.
Até aí, mais ou menos tudo bem.
Mas começam as exceções: quando o prefixo é terminado em “r”, o hífen se mantém.
E assim vai..
A idéia de trazer um formato da língua para os oito países visa a universalização e até maior facilidade em constituições internacionais. O português, terceira língua mais falada do mundo, sofreu muita influência dos imigrantes, africanos e principalmente dos povos indígenas, construindo, assim, uma identificação brasileira com a língua.
Mais do que trazer o re-aprendizado do português, a mudança unifica aquilo que caracteriza um povo, que traz a identidade, a história e a cultura de uma nação.
Não importa que, durante o passar dos anos, ‘vosmicê’ tenha chegado ao “você” e que hoje escrever apenas um “vc” resolva a situação.
Porque aí é um povo que se adapta, durante décadas, a uma língua, e não uma língua que se adapta, durante meses, a oito povos.
O resultado de tudo isso: um acerto de contas com letras. A unificação daquilo que distingue. E por isso diversifica.
Aliás, não será apenas um problema para pessoas: o Word já está acostumado em acentuar sozinho e o ‘Clips’ adora dar umas dicas. Vai ter que mudar, Clips!
Português por português, preferia que esse texto fosse aquele em que o Manoel vai assaltar o Joaquim, grita “Pare” e Joaquim responde Ímpare.
escrito por marina aranha em 13:39 4 somando
categorias: português, puc, variedades
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Café com pão, café com pão..
Nem sei mais se consigo escrever. Se sei escrever. Pode até ser que eu incomode quem lê, tamanha desordem entre meu texto e as palavras. Mas deixei de me importar com isso há um bom tempo. E não quero que seja uma obrigação passar aqui - só porque disse que passaria. Quero que seja porque quero.
O problema é que não tenho assuntos interessantes a dizer, mesmo que queira dizer alguma coisa.
E quando digo dizer, digo escrever. Porque os ouvintes lerão. E assim sempre foi.
O problema é que não tenho assuntos interessantes a dizer, mesmo que queira dizer alguma coisa.
E quando digo dizer, digo escrever. Porque os ouvintes lerão. E assim sempre foi.
Dia desses o José Arbex deu uma palestra na Jornada de Jornalismo da PUC-Campinas - e se você é do interior, como eu, releia essa primeira frase em voz alta. O auditório estava lotado e o editor da Caros Amigos falou muito. E bem. Muito bem. Desde o nascimento da imprensa até o 'caso Isabella'.
Mas uma das coisas que me chamou a atenção - correndo o risco de ser considerada desatenta e superficial - foi uma frase dita em certo contexto que não lembro - porque sou desatenta e superficial: "mesmo um relógio parado está certo duas vezes por dia".
Meu sonho, de verdade, é pegar um tema como esse, uma frase boba, e transformá-la num post interessantíssimo sobre o assunto. Mas acho que todos nós sabemos que isso não vai acontecer. E não preciso enganar ninguém.
De qualquer forma, "mesmo um relógio parado está certo duas vezes por dia".
Essa frase, apesar da banalidade aparente, carrega uma carga sócio-economico-cultural - e, principalmente espiritual - muito forte.
Até porque não é a primeira frase-pensamento relacionada a um relógio: 'nem relógio trabalha de graça', por exemplo, é outra sentença muito utilizada.
E se, com afinco, pararmos para pensar, podemos ligá-las. Um relógio pode estar parado porque não quis trabalhar de graça, deixou de receber, pediu demissão ou mesmo foi dispensado.
Sendo assim, no fundo da gaveta, em cima da cômoda ou até na parede o tic-tac pode cessar. E vai. Mas jamais sumirá o compromisso do aparelho com a hora certa.
Vai depender da hora em que você olhar pra ele, parado, pra saber que horas são. E aí a culpa vai ser sua, que não teve sorte e competência suficientes para olhá-lo na hora certa.
Porque..ah, o relógio? Vai culpar o relógio?
Ele sempre marca a hora.
Agora, você?
Você quase nunca olha.
Ele sempre marca a hora.
Agora, você?
Você quase nunca olha.
E aí percebemos como a Terra gira em função do relógio e não vice-versa. Porque se vice-versarmos já não vai ter graça, será óbvio e o texto perderá a razão - que, pudera, nunca existiu mesmo.
Só concluo pensando em como é fácil fazer com que a culpa caia sobre o ser humano. Sempre.
Falando nisso..Já reparou o tempo que você perdeu lendo esse texto?
Texto esse que, aliás, não tem relação alguma com o título.
escrito por marina aranha em 12:44 4 somando
categorias: ócio, puc, variedades
sábado, 17 de maio de 2008
De passagem
Passo para dizer que passarei, em breve, postando uma passagem.
E criatividade é meu nome.
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